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Dicas de Marketing \ 29 de março de 2016

A Psicologia por Trás do Vício Pelas Redes Sociais

Quem nunca “curtiu” o vídeo de um gatinho no trampolim ou “retuitou” um artigo sem nem ter lido, só porque o título tinha um nome interessante? Vai, pode admitir. Não precisa ter vergonha, todos nós um dia já fizemos isso. Por mais racional que possamos ser, devemos acreditar que há alguma coisa mais forte que a gente e que dita e condiciona nossas ações nas redes sociais. Um “não-sei-o-quê” que faz a gente se conectar compulsivamente todos os dias (e até todas as horas) e que nos faz reagir clicando em certos conteúdos.

Mas do que se trata exatamente? Hipnose digital? Um encantamento? Nada disso. Este estranho fenômeno de dependência tem a sua origem no nosso cérebro. Diversos mecanismos psicológicos elementares permitem explicar porque passamos tempo nas redes sociais expressando nossas opiniões e nossas emoções. Há estudos científicos muito sérios que confirmam isso. E quando a ciência explica o ”buzz” aí realmente o assunto fica fascinante!

A Psicologia por Trás do Vício Pelas Redes Sociais

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Porque queremos criar #relações

Publicar nas redes sociais é frequentemente descrito como o cúmulo do egocentrismo. No entanto, a primeira razão pela qual gostamos e compartilhamos conteúdo nessas plataformas é para ser útil aos outros. É isso que revela um estudo conduzido pelo New York Times Customer Insight Group: 84% das pessoas clicam no botão “Compartilhar” (ou “Retweet”) para apoiar uma causa e 78% clicam para manter contato com sua comunidade. Estes motivos “altruístas” ganham de longe, uma vez que apenas 49% dos pesquisados declaram que usam as redes sociais para passar o tempo. Isso explica a imensa popularidade em 2014 do “Desafio do balde de gelo” – você se lembra, este desafio consistia em virar um balde de água gelada na cabeça para apoiar a luta contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Olhando mais de perto, este mecanismo não é tão surpreendente. De acordo com os psicólogos da UCLA, prestigiada universidade dos Estados Unidos, uma das primeiras regiões que é ativada no nosso cérebro quando descobrimos um conteúdo digno de interesse (“Olha, um vestido que muda de cor na mesma foto!”) é a junção temporo parietal*. Ora, trata-se da zona do córtex que nos leva a interagir com nossos semelhantes. Em outras palavras, assim que vemos uma informação nova, a nossa reação imediata (e inconsciente) é de nos perguntarmos se esta informação interessa aos outros. E isto é a origem do compartilhamento.

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Porque queremos afirmar nossa #identidade

Quando curtimos ou compartilhamos um conteúdo nas redes sociais, na realidade fazemos muito mais que simplesmente aprovar o conteúdo. Nós nos identificamos através deste. Mais precisamente, nós definimos nosso “eu ideal”. Quando compartilho imagens de pratos sem açúcar, sem glúten, sem lactose no Instagram, talvez seja porque no momento estou fazendo um regime muito rigoroso. Mas de fato, é provável que eu publique estas fotos para mostrar que gostaria de ser uma pessoa com uma alimentação saudável. Ou seja, as redes sociais me ajudam não só a mostrar quem eu sou, mas quem eu gostaria de ser. Contudo, não imagine que você pode enganar as redes sociais com tanta facilidade. Mesmo se você finge ser uma pessoa que você não é (ou pelo menos não totalmente), é possível conhecer, com muita precisão, suas verdadeiras características graças às impressões que você deixa na Web. De acordo com um estudo recente, suas curtidas trazem informações tão pessoais como a cor da sua pele (com uma precisão de 95%!), sua orientação sexual (88%) ou sua idade (75%). O Big Brother nunca esteve tão perto de nós!

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Porque é uma forma de #aceitação

44% dos usuários clicam pelo menos uma vez por dia no botão “Curtir” do Facebook. Alguns até o fazem de maneira meio automática, ao ponto que a gente até se pergunta se eles leem os posts antes de os curtir. Mas afinal, o que se esconde por trás desta ação repetitiva que a gente encontra em todas as redes sociais? Trata-se de um sinal simples e rápido de aceitação. Os internautas usam para mostrar que se identificam com o conteúdo publicado porque acham que é interessante, engraçado ou único.

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Porque isto dá #prazer

Por que postamos comentários nas redes sociais? Porque temos alguma coisa a dizer. Ok, é banal, mas é verdadeiro. Quando respondemos a uma publicação ou a uma questão num fórum, é porque achamos que a nossa opinião pode interessar aos outros. A partir daí é que as coisas ficam boas, os comentários são uma grande fonte de… prazer. Para a pessoa que redigiu, claro, mas também para a pessoa que recebe a mensagem. Um estudo conduzido pela pesquisadora Moira Burke mostra que é muito mais gratificante receber um comentário do que uma curtida como resposta a uma publicação. Dizendo isso, não é só a intenção que conta!

De uma forma geral, diversas pesquisas científicas já mostraram que navegar e interagir no Facebook estimula aquelas zonas que fazem bem ao cérebro. Como descobriram isso? Observando os internautas. Quando estes se conectam à rede do Mark Zuckerberg, apresentam reações fisiológicas que tradicionalmente são associadas ao prazer e ao amor, como, por exemplo, as pupilas que dilatam.

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Porque temos receio de ficar por fora da #informação

O último mecanismo que está na origem de nossa paixão pelas redes sociais: as notícias. A multiplicação dos canais de informação criou uma nova forma de dependência (que alguns até consideram como uma patologia), o FOMO de Fear of Missing Out, ou “o receio de ficar por fora” em bom português. Reconhecemos as pessoas com esta síndrome pelo fato de nunca conseguirem ficar longe do celular por mais de 20 segundos e pelo fato de que só falta desmaiarem quando a bateria fica abaixo dos 10%. E isto por quê? Porque precisam sempre saber de tudo, o tempo todo. Por isso, seguem o máximo de contas possível para otimizar sempre as chances de receberem as últimas notícias. Como diria o filósofo: eu sigo (follow), portanto existo!

 

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*Além de estar envolvido numa troca, a junção temporo parietal pode também provocar surpreendentes ilusões perceptivas. Para a pequena história #incomum, os pesquisadores se deram conta que estimulando eletricamente esta zona do cérebro, eles conseguiam provocar experiências extracorporais nos pacientes (a sensação de “sair do seu corpo”). Claro que assim que vimos isto, não podíamos deixar de compartilhar!


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