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Redes Sociais \ 26 de janeiro de 2017

Psicologia: Porque somos viciados em redes sociais?

Vamos fazer uma enquete. Quem já curtiu um vídeo com filhotes fofos ou compartilhou um artigo antes de ler porque o título parecia interessante? Não precisa ter vergonha, todos nós já fizemos isso. Por mais racionais que sejamos, há algo mais forte que determina nossas atitudes nas redes sociais, um sei-lá-o-quê que nos faz conectar todo dia (ok, sejamos sinceros, toda hora) apenas para conferir as novidades.

Mas o que é isso exatamente? Uma hipnose digital? Muitos dizem que temos medo de ficar por fora dos assuntos, mas não parece ser apenas isso. Este estranho fenômeno viciante está emaranhado em nossos cérebros. Muitos processos psicológicos básicos podem explicar porque passamos tanto tempo expressando nossas opiniões e emoções nas redes sociais.

Compartilhamos para entreter, inspirar e ajudar

Às vezes, parece que as pessoas que postam nas redes sociais só prestam atenção em si mesmas, mas nem sempre é este o caso. Na verdade, a principal razão para as pessoas compartilharem histórias no Twitter ou imagens no Facebook é o valor que elas enxergam nas pessoas à sua volta. Ou seja, querem elevar seu próprio status ou melhorar a vida de seus amigos.

Olhando mais de perto, não há nenhuma surpresa. De acordo com um estudo realizado pelos psicólogos da Universidade da Califórnia, são bastante claras quais áreas de nossos cérebros se ativam quando encontramos um conteúdo interessante (por exemplo, aquele debate sobre as cores do vestido, lembra?) e quais áreas funcionam durante a interação com outras pessoas. Quando descobrimos algo novo, nossa reação imediata e inconsciente é pensar se outras pessoas também se interessariam.

Compartilhamos para expressar quem somos

Quando curtimos ou compartilhamos algum conteúdo nas redes sociais, estamos construindo nossa identidade através dele. Mais especificamente, estamos definindo o nosso “Eu Ideal”, um conceito introduzido pelos psicólogos Hazel Markus e Paula Nurius em 1986. Este ser, uma versão idealizada de quem somos, é o que geralmente compartilhamos nas redes sociais.

Quando vemos pessoas postando fotos lindas de pratos sem açúcar, sem glúten e sem lactose (ou seja, sem nada de bom) no Instagram, há um motivo por trás disso. Sim, é possível que eles estejam apenas fazendo dieta, mas é bem provável que estejam publicando as fotos para mostrar que são pessoas com hábitos alimentares saudáveis. Redes sociais nos ajudam a exibir quem sonhamos ser, mesmo que não seja um sonho alcançável.

Mesmo assim, ainda que seja possível enganar um ou outro desavisado, os sites propriamente ditos não caem no nosso papo. Quando fingimos ser algo que não somos, as redes sociais conhecem com precisão nossas verdadeiras características por causa do rastro que deixamos na internet. De acordo com estudos recentes, nossos Likes no Facebook são indicativos fidedignos de quem somos de verdade, entregando informações pessoais como cor da pele (95% de precisão), orientação sexual (88%) e idade (75%). O Grande Irmão nunca fecha os olhos!

Curtimos porque queremos fortalecer nossas amizades

O Facebook indica que 44% dos usuários clicam no botão Curtir ao menos uma vez ao dia. Para alguma pessoas, já é um hábito natural. Mas o que está por trás deste ritual repetitivo do qual todas participamos nas redes sociais? A resposta é que se trata de uma forma rápida de se conectar com algumas pessoas com as quais não teríamos muito contato de outras formas. Uma pesquisa mundial descobriu que usamos estes gestos digitais para demonstrar que nos identificamos com o conteúdo publicado por que achamos interessante (61%), engraçado (43%) ou diferente (26%).

Adoramos receber comentários

Por que permitimos comentários nas redes sociais? Porque temos algo a dizer! A verdade nua e crua é que comentamos em publicações e respondemos em fóruns porque achamos – ou esperamos – que nossas opiniões sejam interessantes para outras pessoas. Além disso, e é aqui que a história fica boa, comentários são muito gratificantes, não apenas para a pessoa que comenta, mas principalmente para quem os recebe. Uma enquete sobre amizades no Facebook demonstrou que nos sentimos recompensados quando recebemos um comentário, mesmo que seja apenas uma simples reação ao que escrevemos. Ficamos animadíssimos com o fato de que alguém fez o esforço de escrever algo!

Por que morremos de medo de perder #informação

Ok, era só uma brincadeira lá no início do artigo, quando dizemos que o medo de ficar por fora dos assuntos não é motivo para nosso vício em redes sociais. Este medo também já foi identificado. Todo mundo tem aquele amigo ou é aquele amigo (não estamos aqui para julgar ninguém) que não consegue ficar nem vinte segundos longe do telefone. Sejamos sinceros, todos já vivenciamos a sensação de pânico que é acompanhar a carga da bateria diminuir para menos de 10%. Por quê? Por que precisamos saber de tudo, o tempo todo!

Então é isso: ser amigável, honesto e útil. Estes são os ingredientes secretos para criar conteúdo que viraliza. E vicia.

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