5 Lições Importantes para se Tornar um Designer Melhor

Atualizado: 18 de Abr de 2019



Dizem que não se mexe em time que está ganhando. Mas como continuar nessa difícil curva de aprendizagem quando é tão fácil abrigar-se na familiaridade da sua zona de conforto? Para crescer e evoluir significativamente como pessoas criativas, precisamos dar uma sacudida drástica de vez em quando. No ano passado, em Nova Iorque, 35 designers e profissionais de outras área criativas se juntaram, deixando um pouco de lado seus clientes, projetos e empregos diários para participar do Wix Design Playground, um programa educativo de 3 meses sobre web design. Esse grupo selecionado de talentosos profissionais criativos de diversas áreas, do design de moda à produção de vídeo, alguns ainda na faculdade e outros já profissionais em atividade, mergulhou numa agenda intensa. O grupo mergulhou de cabeça em tudo o que é design - arregaçaram as mangas em três projetos práticos, com clientes de verdade, palestrantes inspiradores, viagens de campo e muito mais. Sentamos para uma conversa com alguns dos mentores e dos alunos que se formaram no programa, e descobrimos quais as principais lições que aprenderam e como todas essas descobertas podem ser usadas para que possam se tornar designers melhores.


Primeiro dia fantástico no #wixplayground para o workshop de arte em papel do @lobul0. Tivemos que fazer uma máscara de papel que mostre alguma coisa que não gostamos sobre nós mesmos. Ganha pontos quem adivinhar o que eu não gosto. Apesar dos boatos, não estou me candidatando a um papel na peça do Rei Leão.



1. Você deve se cercar de uma comunidade de criativos


“A cultura do Wix Design Playground é super envolvente e compreensiva, em um nível que eu considero muito raro de encontrar fora do ambiente da sala de aula” escreveu a ilustradora e designer Ariel Sun em um artigo em seu blog onde conta sua experiência no programa. Essa mistura única de talentosos entre participantes do programa, palestrantes e mentores do Wix Design Playground cultivou, de uma forma geral, um ambiente de trabalho positivo, estimulante e inspirador. Assim, nasceu uma pequena, mas ativa comunidade de design. Kristina Filler, ilustradora e designer que, como Ariel, formou-se recentemente no programa, conta ao High on Design que ela estima muito esta nova comunidade de design. “Como designer freelance, eu partia do princípio de que me sairia melhor fazendo tudo sozinha, mas isso nem sempre é o caso”, diz ela.


Esta sensação de comunidade é muito importante, tanto pelo lado do Wix como também pelo lado dos participantes do programa. De acordo com Hagit Kaufman, VP de Design e Marca do Wix, o objetivo foi transmitir conhecimento mutuamente - tanto para ensinar quanto para aprender com os estudantes, tudo ao mesmo tempo. Hagit pondera: “Acredito que os designers são as pessoas que vão moldar a forma que a internet vai ter na próxima década”. “Eles são os usuários que mais desafiam a nossa plataforma e desafiando-nos eles nos ajudam a focar e a constantemente aprimorar e aperfeiçoar a nossa própria compreensão do web design”. Hagit explica que por esta razão o Wix procurou estabelecer um relacionamento educacional com os designers. “À medida que ensinamos os princípios do web design, acabamos por formar uma comunidade de designers que por sua vez podem pegar este conhecimento e espalhá-lo com criatividade através do mundo digital”, diz Hagit.


Agora que a edição do Wix Design Playground de 2018 terminou, temos toda a intenção de seguir adiante com essa pequena comunidade e de continuar crescendo. Há muitos eventos de design que acontecerão no Wix Playground em Nova Iorque, onde aconteceu o programa. Yotam Kellner, um dos mentores do programa, explica que “as comunidades se estabelecem em torno de eventos compartilhados". "Eu acredito que os designers devem encontrar a subcultura do seu nicho dentro do design e participar dessas conferências ou eventos. Isso pode realmente te encher de motivação. Estas situações te dão a chance de estabelecer conexões sinceras com outros designers, formando relacionamentos que crescem naturalmente e levam a novos lugares. São essas mesmas pessoas que acabam por ajudar você a encontrar um emprego, a conseguir uma entrevista de emprego como designer e por aí adiante”. Yotam ainda diz: “E você também vai ter a possibilidade de retribuir esse favor”.


Hagit Kaufman falando no Wix Design Playground no ano passado


2. Esforce-se melhorar - mesmo errando


Ariel e Kristina, designers e formadas recentemente do programa Wix Design Playground de 2018, concordam que, para elas, acima de tudo, o programa foi uma advertência de que é preciso continuar tentando cada vez mais e encarar desafios com mais frequência. As duas falam como era fácil considerar o trabalho como uma rotina igual a qualquer outra - e esquecer de curtir o trabalho ou de se esforçarem para se tornarem melhores profissionais de criação. De fato, Kristina admite que depois de 10 anos como freelancer estava começando a cair no que ela chama de “armadilha da preguiça”. Kristina ainda compartilha conosco: “Há tantas pessoas talentosas por aí e eu posso ser uma delas se me empenhar para isso”. Mas para realmente se superar, Kristina se deu conta que precisava dar um passo adiante e investir mais no seu trabalho. “Aqui no Wix Design Playground éramos cobrados ao extremo todos os dias de muitas formas diferentes. Desde então tenho tentado eu mesma manter esse ritmo”, diz Kristina.


Vuong Tong, diretor do Wix Design Playground e o mentor Yotam Kellner concordam que exigiram muito dos estudantes. “Nós exigimos deles os mais altos padrões”, diz Yotam. Mas ambos têm o cuidado de apontar que quando você tenta fazer o seu melhor, também precisa abraçar as partes menos perfeitas de todo o processo. Vuong explica: “Você precisa passar por muito design péssimo antes de conseguir alcançar um bom resultado final, por isso não se pressione para fazer algo absolutamente perfeito. Gere quantas ideias você conseguir e continue colocando-as para fora. Não se assuste com o design ruim que vai surgir - isso é apenas parte do processo e não tem problema”.





3. Trilhe o caminho da sua própria carreira


O Wix Design Playground teve como palestrantes convidados diversos designers de muito sucesso. Alguns desses palestrantes contaram uma história pessoal muito diferente da tradicional trajetória da subida na carreira em um estúdio de design. A Frankie Ratford, por exemplo, falou sobre combinar suas duas paixões - design e viagem - em uma viagem de seis anos ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que administrava sua empresa de onde estivesse. O Adam J. Kurtz conduziu um workshop de produção de zines (fanzines, webzines) com dicas sobre o papel que a presença social tem na vida do designer profissional.


“Carreiras como as de Adam JK não seriam possíveis há dez anos atrás”, aponta Ariel. “Há tantos novos caminhos que são exclusivos de pessoas da nossa idade, como ter um imenso número de seguidores no Instagram, o que por sua vez pode te levar a vender seu trabalho. Escutar essas palestras abriu meus olhos - me ajudou a entender que os caminhos para uma carreira criativa podem ter diversos formatos”. Kristina e Ariel dizem que foi o brilho que viram nos olhos dos palestrantes que as ajudou a criar a confiança necessária para fazer as principais mudanças nas trajetórias de suas próprias carreiras após o programa. Kristina largou alguns dos seus clientes anteriores e Ariel pediu demissão de seu emprego. “Largar tudo o que não era de grande valor fez-me abrir para novas oportunidades” disse Kristina, que ainda comentou “eu ainda tive a sorte de conhecer um novo cliente e sinto que ambos falamos a mesma língua”. Infelizmente, não é incomum os designers acabarem em empregos que acham frustrantes e pouco inspiradores. “É fácil simplesmente se entregar e seguir em frente, mas ao final do dia é você quem vai viver uma realidade com a qual você não está nem um pouco entusiasmado”, diz Yotam. É importante lembrar que as possibilidades para os designers são realmente infinitas. E Yotam ainda adiciona: “No Wix Design Playground nós quisemos reacender o fogo criativo dos nossos estudantes e lembrar-lhes que eles são capazes de qualquer coisa”.





4. Encontre pontos positivos nas críticas


Educação de design normalmente vem de mão dada com a crítica. No entanto, uma vez que se formam designers e embarcam em suas carreiras, nem todos os designers continuam a ter seu trabalho avaliado por outros. Kristina compartilhou que sendo uma freelancer há muito tempo, ela não tinha se dado conta quanto ela sentia falta das crítica até reencontrá-las no programa. Quando se deu conta disso, foi importante para ela poder se abrir para o feedback que estava recebendo para poder exrair seu vaor agregado. “Às vezes, especialmente se a crítica é ruim, você se retrai só de escutar”, diz Kristina, reconhecendo como esse tópico pode ser sensível. “Como artistas, somos seres naturalmente emocionais”. A sugestão de Kristina é aceitar a crítica sem preconceito, sem tentar reagir ou se fechar. E Kristina ainda vai mais adiante: “Leve uns segundos para realmente escutar a crítica e ver de onde ela possa estar vindo. Vai te ajudar a perceber o valor do que está sendo falado”.


Vuong vai mais além e enfatiza a importância de receber um feedback honesto, que é necessário para testar ideias livremente - mesmo as que são ruins. “Para isso acontecer, você precisa ser um pouco destemido e estabelecer um ambiente seguro para você e para os outros. Assim surgirão novas possibilidades e mais cooperação”.





5. É permitido ser divertido


Vuong e Yotam acreditam que abraçar variadas fontes de inspiração, incluindo a inspiração fora do mundo do design, é o segredo para sermos designers melhores. “Designers podem e devem ser multifacetados”, diz Vuong. “O que fazemos não se limita à estética. Na essência, tem a ver com a solução de problemas, por isso nossas fontes de inspiração podem ser multidisciplinares - quer seja teatro, música, exibição de arte ou qualquer outra coisa”. Yotam concorda e comenta que para ele, o Wix Design Playground não se tratava de ensinar uma ferramenta ou aula específicas. Ele explica que “uma única ferramenta não pode por si só alavancar suas capacidades. Ao invés disso, um bom designer deve ter a capacidade de chegar nessa grande caixa de ferramentas, agarrar a primeira coisa que estiver à sua mão e ter a ousadia de começar a criar a partir daí. Em última análise, todos os canais do design compartilham os mesmos valores e princípios, por isso não tenha receio de sair da sua zona de conforto e experimentar. Só experimentando você consegue ser mais versátil de tal forma que nenhuma plataforma, meio e técnica esteja fora do seu alcance”.


Kristina é uma das estudantes que saiu da sua zona de conforto no programa. Ela menciona que apesar de nunca ter sido uma grande fã do web design, “agora eu o vejo como uma ferramenta como outra qualquer, que pode ser explorada e com a qual é possível até se divertir. É uma experiência reveladora”, diz Kristina. Yotam menciona Ivy Chen e o site de portfólio que ela criou durante o programa. Como designer de moda e ilustradora, inicialmente Ivy se sentia um pouco desconfortável no meio digital, diz ele. “Mas estou tão orgulhoso do site que ela criou. É lindo e poético, e emprega uma profunda compreensão dos princípios do design gráfico”. Dando um uso bastante original aos efeitos de rolagem, Ivy conseguiu combinar seu trabalho de design de moda e ilustração - dois campos que são bem distintos - em um resultado coerente e coeso. “Quando ela coloca os dois mundos juntos, ela cria um terceiro mundo só dela, que é uma representação precisa de quem é a Ivy como profissional criativa”, diz Yotam. Desafiar novos territórios criativos para encontrar a expressão da sua personalidade, sentimentos ou opiniões do outro lado é a razão por que esse programa.


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